Fonte: Robson Braga – Adital
“Acho que a mobilização que houve esta semana fez com que os próprios líderes partidários tivessem noção do que estariam fazendo”, considerou o coordenador adjunto de políticas públicas do Instituto Socioambiental (ISA), Raul do Valle.
Para ele, o Código Florestal, modificado em 2001, “não é uma lei perfeita, mas segue princípios corretos”. “O que falta são outras leis e políticas públicas que dialoguem, façam valer o código, mas são dispensadas”, criticou.
Desde a semana passada, um grupo de 14 organismos de defesa do meio ambiente pressionava a base aliada ao governo federal e, principalmente, a bancada ruralista da Câmara para que não votassem as medidas em pauta.
“Apesar de não serem maioria no Congresso Nacional, os parlamentares ligados ao agronegócio contam com a total omissão do Governo Lula para levarem adiante esse projeto”, diz uma nota divulgada ontem pelas entidades.
Para os ambientalistas, se as medidas previstas para a sessão de hoje fossem aprovadas, a proposta do Brasil para a Convenção de Copenhague, sobre redução de CO2, seria “pura encenação” e “uma fantasia”, independentemente de seu conteúdo.
